Segunda, 22 de outubro de 2018
73 999057124
Economia

24/08/2018 ás 08h57 - atualizada em 24/08/2018 ás 09h04

108

Redação

Gandu / BA

Alimentos ficam mais caros com a alta do dólar
Vão subir nos próximos dias óleo de soja, alho, azeite, pães, biscoitos e carnes, com altas a partir de 5%
Alimentos ficam mais caros com a alta do dólar

A alta do dólar já chega à mesa do brasileiro. Com a moeda americana ultrapassando os R$ 4,10, o varejo começa a repassar o avanço da divisa aos consumidores. Já ficaram mais caros ou vão subir nos próximos dias óleo de soja, alho, azeite, pães, biscoitos e carnes, com altas a partir de 5%. Aves e suínos devem ter aumento de pelo menos 15%, segundo estimativa da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Para o Natal, supermercados preveem pagar, no mínimo, mais 50% pelo quilo do bacalhau e repassar boa parte do aumento para o preço na prateleira.


“Trabalhávamos com dólar na casa de R$ 3,50 para 2018, no início do ano, quando o preço dos grãos estava 50% menor”, diz Ricardo Santin, diretor executivo da ABPA. Segundo dados da entidade, o preço do milho subiu, em média, 53% em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o farelo de soja subiu 43%. “Os grãos representam até 70% dos custos de produção do frango e até 75% no caso dos suínos”, conta Santin.


Segundo o economista André Braz, analista de inflação da Fundação Getulio Vargas (FGV), o impacto nos alimentos vai depender da duração do avanço da moeda americana. Ele ressalta que, neste primeiro momento, serão reajustados mais rapidamente os produtos ligados ao dia a dia, como derivados de soja, milho e trigo, como pães e massas em geral, além de carnes de boi, frango e porco: “Esse repasse, porém, tende a ser gradual, pois não há espaço para elevar os preços de uma só vez. E, como estamos na reta final do período eleitoral, tudo indica que esse aumento do dólar vai perdurar. Por outro lado, itens duráveis, como carros e eletroeletrônicos, devem ter reajustes mais lentos e em um segundo momento, pois são setores mais sensíveis a preços e muito dependentes de crédito. Nesse caso, a economia ruim funciona como uma barreira”.


Claudio Zanão, presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães (Abimapi), destaca que 50% da farinha de trigo usada no Brasil são importados: “Hoje, o dólar é a maior pressão no preço dos produtos. De janeiro a julho, com a alta do trigo, os preços dos biscoitos e do macarrão subiram entre 20% e 30%”.(O Globo).



 Você sabia que o Portal Sulbahia1 está no facebooktwitterinstagram e youtube? Siga-nos lá.



O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários

0 comentários

Veja também
Copyright © 2016-2018 Portal Sulbahia1 - E-mail: [email protected]
Site desenvolvido pela Lenium