Sexta, 17 de agosto de 2018
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Política

16/07/2018 ás 08h46 - atualizada em 16/07/2018 ás 15h30

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Redação

Gandu / BA

Em Gandu, vereadores podem perder o mandato por falsas candidaturas femininas.
Das 46 candidaturas femininas registradas pelos partidos, apenas duas conseguiram se eleger e outras 11 candidatas não obtiveram nem um voto.
Em Gandu, vereadores  podem perder o mandato por falsas candidaturas femininas.

Dez anos depois do sucesso, as mulheres-fruta como a mulher Pêra e Melancia caíram no esquecimento. Mas parece que somente uma das variedades vingou, a mulher-laranja, presente nas urnas de todo o país.


Em Gandu, não é diferente, dos 13 vereadores eleitos em 2016, mais da metade podem ter seus mandatos cassado nos próximos dias por terem incluído falsas candidatas na coligação durante as eleições, para preencher a cota feminina exigida.


Das 46 candidaturas femininas registradas pelos partidos, apenas duas conseguiram se eleger e outras 11 candidatas não obtiveram nem um voto.


As candidatas femininas que não conseguiram votos são do PT, PSB, SD, PHS, DEM, PDT, PMDB e PSDC. Outras candidatas do PTN e PRB conseguiram entre 1 e 3 votos.


Caso ocorra em Gandu, o mesmo que aconteceu nessa sexta-feira (13), no município de Seabra, na Chapada Diamantina, onde três vereadores teve os mandatos cassados pelo mesmo problema, nove vereadores de Gandu, entre eles Uziel (PROS), Cicinho (PT), Gil Calheira (PSC), Gil Santana (PDT), Bilisco (PTB), Bagatine (DEM), Jr. Matos (SD), Bozó e Fábio Pinheiro (PHS) também sofrerão cassação.


Onze mulheres concorreram nas eleições com os vereadores, pelas coligações “Pra Gandu Seguir em Frente 1”, “Gandu em Primeiro Lugar”, “Juntos Somos Mais Fortes” e “Juventude e Coragem” mas sequer divulgaram suas candidaturas.


Candidatas que não receberam votos:


1. Zenaide (PT). Coligação “Pra Gandu Seguir em Frente 1”


2. Simony Leite (PSB). Coligação “Gandu em Primeiro Lugar”


3. Tânia (SD). Coligação “Juntos Somos Mais Fortes”


4. Missionária Elenil (PHS). Coligação “Junto Somos Mais Fortes”


5. Nailda (DEM). “Juventude e Coragem”


6. Vânia (DEM). “Juventude e Coragem”


7. Rebeca (PDT). Coligação “Juventude e Coragem”


8. Gilda do Birreiro (PDT). “Juventude e Coragem”


9. Graci (PMDB). “Juntos Somos Mais Fortes”


10. Layana (PSDC). “Juventude e Coragem”


11. Renilda (PT). “Pra Gandu Seguir em Frente 1”


Legislação


Em 2009, a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) foi alterada para tornar obrigatório que o partido preencha no mínimo 30% e no máximo 70% de candidaturas de cada sexo nos cargos de vereador, deputado federal e deputado estadual. Já em 2015, a Reforma Eleitoral (Lei nº 13.165) alterou a Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995) para ampliar a aplicação do Fundo Partidário e incentivar a participação feminina nas eleições.


Aprovada em 1997, a Lei Eleitoral 9.504 estabelece que, para as candidaturas aos cargos do Legislativo, "cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo". Ou seja, a chamada "lei de cotas" não determina que necessariamente o menor percentual seja de mulheres, mas é isso o que ocorre na prática.


Via blog do Zebrão.


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