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Advogada morre de Covid-19 dias após parto de emergência e sem conhecer a filha

O pai dela, de 63 anos, foi internado no mesmo dia que ela e recebeu alta sem saber que era avô novamente.

02/05/2021 22h05
Por: Redação Fonte: G1
Advogada morre de Covid-19 dias após parto de emergência e sem conhecer a filha

A advogada Névele Menezes Lima Santana, de 37 anos, morreu de coronavírus 17 dias após um parto de emergência e sem conhecer a filha. Ela ficou 41 dias internada em Goiânia. Aline Lima, irmã dela, contou que a família toda contraiu a doença.

Névele foi internada grávida em um hospital particular no dia 20 de março. Ela estava com sete meses de gestação quando o quadro se agravou. Foi quando os médicos fizeram o parto de emergência para salvar a bebê, em 13 de abril. A advogada morreu na última sexta-feira (30).

Névele deixa o marido, a filha recém-nascida e um filho de 9 anos. A bebê está intubada, até este domingo (2), em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal para crescer e ganhar peso, sendo acompanhada pela família.

"A gente está muito abalado. O esposo dela não está em condições de falar. A gente está tentando retomar a rotina do filho mais velho, que tem síndrome de Down e era muito apegado a ela", desabafa a irmã.

Covid-19 na família

A irmã contou que Névele era saudável e não tinha doenças preexistentes. De acordo com a família, no início da Covid-19, a advogada sentiu febre e dificuldade de respirar. A saturação do oxigênio no sangue caiu, e ela foi internada assim que procurou atendimento médico, em 20 de março.

"A doença evolui de forma diferente em cada pessoa. Quando ela piorou e os médicos nos ligaram, entendemos que era a hora de se despedir dela. Minha irmã era muito feliz e isso pegou todo mundo de surpresa", lamenta.

Segundo a irmã, a família toda contraiu a doença. O pai, de 63 anos, foi internado no mesmo dia que a advogada, chegou a precisar de UTI, mas se recuperou e recebeu alta no dia 17 abril.

"Ela teve uma melhora boa depois de algum tempo na UTI. Porém, piorou bruscamente na semana que antecedeu a morte, de maneira que deixou os médicos sem entender o que estava acontecendo", relatou a irmã.

O pai delas ainda faz tratamento contra as sequelas da doença e usa oxigênio em casa. A mãe teve 40% dos pulmões comprometidos, mas não precisou de internação.

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