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8 crianças morrem em ataque de Israel a Gaza; prédio de TV colapsa

Dez pessoas de uma família palestina, incluindo oito crianças, foram mortas neste sábado por mísseis israelenses

15/05/2021 16h28 Atualizada há 1 mês
Por: Redação
8 crianças morrem em ataque de Israel a Gaza; prédio de TV colapsa
8 crianças morrem em ataque de Israel a Gaza; prédio de TV colapsa

Dez pessoas de uma mesma família palestina, incluindo oito crianças, foram mortas neste sábado (15) em um bombardeio israelense na Faixa de Gaza, informaram fontes médicas. Um bebê de cinco meses sobreviveu.

Além disso, um prédio de 12 andares na Faixa de Gaza que abriga os escritórios da Associated Press (AP), dos Estados Unidos, e da emissora Al Jazeera, do Catar, desabou neste sábado, após ser atingido por mísseis israelenses, informaram as agências Reuters e France Presse.

Um jornalista palestino foi ferido no ataque, informou a mídia palestina, e destroços e estilhaços voaram a dezenas de metros de distância.

Jawad Mehdi, proprietário do edifício Jala, afirmou que um oficial da inteligência israelense o avisou antes do ataque que ele tinha uma hora para evacuar o prédio. Ele solicitou 10 minutos adicionais para os repórteres embalarem seus equipamentos, mas teve o pedido recusado, segundo a France Presse.

"Um ataque israelense destruiu o prédio que abrigava os escritórios da AP em Gaza", disse Jon Gambrell, jornalista da agência de notícias, no Twitter. "O Exército avisou o proprietário do prédio onde fica o escritório da AP que o local seria alvo de um bombardeio", escreveu pouco antes do ataque.

Outro jornalista da AP, que pediu para não ser identificado, disse que todos os funcionários estavam bem, mas em estado de choque.

O Exército israelense declarou que equipamentos militares do Hamas estavam na torre atingida por seus caças. "O prédio também abrigava escritórios de veículos de comunicação civis, atrás dos quais o grupo terrorista Hamas se esconde e que usa como escudos humanos", acrescentou o Exército, alegando ter alertado os civis antes do ataque e "ter lhes dado tempo suficiente".

O diretor geral interino da Al Jazeera, Mostefa Souag, chamou o ataque de "bárbaro" e disse que Israel deveria ser responsabilizado. “O objetivo deste crime hediondo é silenciar a mídia e ocultar a carnificina e o sofrimento incontáveis do povo de Gaza”, disse ele em um comunicado.

O porta-voz militar israelense, Jonathan Conricus, rejeitou a ideia de que Israel estava tentando silenciar a mídia. "Isso é totalmente falso, a mídia não é o alvo", disse à Reuters.

Conricus chamou o prédio de um alvo militar legítimo, dizendo que continha inteligência militar do Hamas. Ele disse que o Hamas pode ter calculado que, ao colocar seus "ativos" dentro de um prédio com escritórios de notícias, 'eles provavelmente esperavam que isso os mantivesse a salvo de ataques israelenses".

A agência de notícias americana AP declarou estar "chocada e horrorizada" com o ataque israelense. "Este é um acontecimento incrivelmente perturbador. Nós evitamos por pouco uma terrível perda de vidas", disse o chefe da agência, Gary Pruitt, em um comunicado. “O mundo ficará menos informado sobre o que está acontecendo em Gaza por causa do que aconteceu hoje”, acrescentou.

Rashida Tlaib, membro democrata da Câmara dos Deputados dos EUA e filha de imigrantes palestinos, acusou Israel no Twitter de mirar na mídia para que "o mundo não veja palestinos sendo massacrados".

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