Quarta, 26 de junho de 2019
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Gandu

19/03/2019 ás 05h06 - atualizada em 18/03/2019 ás 21h33

Redação

Gandu / BA

Gandu | Feriado Municipal, padroeiro da cidade.
Considerando as tradições culturais e religiosas do município.
Gandu | Feriado Municipal, padroeiro da cidade.
Lago Azul - Gandu/Ba.

Nesta terça-feira (19) em Gandu é feriado municipal em alusão ao dia do padroeiro da cidade, São José.


A decisão foi decretada pelo prefeito Municipal, Leonardo Cardoso, por meio de suas atribuições legais e de conformidades com a lei Orgânica Municipal e demais legislações correlatas, considerando as tradições culturais e religiosas do município.


 São José


O Dia de São José comemora o patrono universal da Igreja Católica. São José ou José de Nazaré teve grande responsabilidade por ter sido o marido de Maria e assumido a paternidade terrena de Cristo.


Sabe-se que era um carpinteiro, pelos primeiros capítulos dos Evangelhos de Mateus e Lucas. Ele é chamado o Santo do Silêncio, porque nos relatos bíblicos não aparece nenhuma palavra dita por ele; apenas a sua fé, amor e compreensão por Maria e Jesus. O mais provável é que ele morreu antes do ministério público de Jesus porque não esteve aos pés da cruz com Maria.


De acordo com o costume patriarcal da família judaica, São Jose é a cabeça da Sagrada Família. É considerado o modelo do marido e pai cristão, padroeiro dos trabalhadores e da boa morte. Sua festa é celebrada a cada 19 de março. Se a festa cai na Semana Santa, é alterada para o sábado anterior.


Gandu


Gandu é um município brasileiro do estado da Bahia. Está situada na Microrregião de Ilhéus-Itabuna, dentro da Mesorregião do Sul Baiano.


História


Oficialmente, em 1903, quem primeiro visitou essas matas foi o Coronel Barachisio Lisboa acompanhado do engenheiro Horácio Lafer e Mesquita, reivindicando-as para o município de Santarém (Ituberá).


No dia 6 de maio daquele mesmo ano, tal reivindicação era afinal reconhecida pelo governo do estado da Bahia. E quando o pequeno veleiro aportava no cais de Santarém (Ituberá), levando notícia tão importante e esperada, o lar do velho Barachísio Lisbôa era enriquecido com o nascimento que tomou, em razão das alegrias do evento, o nome de Vitória Libânio, tal personagem era a esposa de Manoel Libânio Da Silva Filho " Maneca Libânio", a quem muito devem o comércio, a política e toda a sociedade ganduense.


Logo depois, Joaquim Monteiro da Costa se fixou na Fazenda Paó. Na mesma, época migravam para esse território Manoel Cirilo de Carvalho e D. Rosalina Moura de Carvalho, formando a Fazenda Gavião na vila nova de Nova Ibiá e Salustiano Borges, donatário da fazenda Bom Jardim.


Em abril de 1904, um negro cortês e de jeito nobre - Fulgêncio Alves da Palma iniciava na zona do Braço do Norte, o plantio da fazenda Jenipapo.


Ainda no começo do século, precisamente no primeiro trimestre de 1907, visando investir na produção cacaueira, vindo da cidade de Areia, hoje Ubaíra, chegavam nestas matas José Amado Costa e Gregório Monteiro da Costa, mais conhecido este como Góes Monteiro, ambos lavradores em busca de solo fértil para a cultura do cacau. José Amado Costa se fixou nesta área, comprando uma fazenda e levantando casa em frente de um pé de pequi, onde nas noites frias da terra chuvosa e úmida, dormia um corujão onde construída a igreja matriz São José, sugerindo ao migrante o nome "Corujão" para a fazenda adquirida.


Esta é a origem histórica desta cidade, que nasceu sob a sombra daquele majestoso pequi existente onde é hoje a praça São José.


Quanto ao Gregório Monteiro da Costa irmão do principal desbravador, plantou mais adiante suas primeiras roças de cacau no lugar que tomou o nome de Paiol para ser convertido posteriormente, acreditamos que por corruptela de assalariados agrícolas, no designativo simples e atual de "Paó". Outra versão é a de que o nome decorreria dos trinos de um pássaro com semelhante som, ou da existência de muitos pássaros com essa nome sempre em revoada no local.


Em 1919, Corujão já era um arraial de 37 palhoças e 15 casas de taipa. A construção de casas de taipas e palhoças para abrigar a população local, contribuiu para a formação do arraial "Corujão". O desenvolvimento desse arraial proporcionou o surgimento da vila nomeada de "Gandu", tomando o mesmo nome do rio Gandu que o banha e tem nascente na serra da "pedra-chata". Habitavam muitos jacarés guandus nesse rio e nas lagoas da época, por isso a inspiração do nome atual da nossa cidade. Pois os dois rios que banham essa cidade eram "habitat" natural desses jacarés. E é por isso também que a bandeira ganduense tem como símbolo um jacaré.


O vocábulo Gandu veio do tupi candua ou candu = (Caa = ‘mato’+ u = ‘rio’), (o ü que o luso atolado transformou em y = ‘rio’), isto é, “caaú”, eufonicamente “candu ou gandu” que significa ‘rio do mato’.


Emancipação política


Em 6 de Agosto de 1920, a vila pertencente a Ituberá, tornou-se distrito. Este foi crescendo com o trabalho do seu povo a ponto de levantar um movimento para sua emancipação política, tendo a frente grandes nomes da terra, liderados pelo deputado estadual Nelson David Ribeiro (nome dado ao hospital da cidade).


Essa luta não foi em vão e, através do decreto estadual n°1008 de 28 de Julho de 1958, no governo de Manoel Libânio da Silva, foi concretizada a emancipação política de Gandu, tornando-se distritos dessa cidade, os povoados de Nova Ibiá e Itamari, que pertenciam ao município de Ituberá.


Em 1958, com o Decreto Estadual nº 1.008, de 28 de julho do mesmo ano, foi criado o município de Gandu, desmembrado, assim, de Ituberá e constituído dos distritos de Gandu (sede), Nova Ibiá e Itamari” (Hoje, Nova Ibiá e Itamari são municípios)".


Política


A política na cidade sempre foi alvo de muitas disputas.


Os governantes do município foram:


Manoel Libânio da Silva Filho (1959–1963)
Orlando Pitágoras de Freitas (1963–1967)
Eliseu Cabral Leal (1967–1970)
Ezequias Clementino da Silva (1970–1971)
Almir Pereira da Silva (1971–1973)
Adelson Lavigne de Mello (1973–1977)
Eliseu Cabral Leal (1977–1 de Setembro de 1980) - Assassinado. Vice-prefeito assume o cargo.
Almir Ramos Carneiro (1980–1982) - Emenda Anísio de Souza estende o mandato dos prefeitos por dois anos, adiando as eleições para 1982.
Dr. Fernando Guedes de Andrade (1983–1989)
Nelson Leite Leal (1989–1993)
Dr. Fernando Guedes Andrade (1993–1997)
Antônio Carlos Farias Nunes (1997–2000)
Manoel Dantas Cardoso (2001–2004 - 2004–2008)
Dra. Irismá Santos da Silva Souza (2009–2012)
Ivo Sampaio Peixoto (2013–4 de abril de 2016) - Renuncia ao cargo devido a problemas de saúde. Vice-prefeito assume.
Djalma dos Santos Galvão (2016)
Leonardo Barbosa Cardoso (2017 - até presente data).


Localização


A 290 km de Salvador (capital baiana) por via rodoviária e 140 km em linha reta.


 


Gandu está situado às margens da principal rodovia federal: BR-101, que liga a capital do estado à região. Situa-se a 145 km de Itabuna e 160 km de Ilhéus.


 


Limites


Gandu - Itamari: Começa no marco confrontante à nascente do Riacho Tabocas de cima e seguem em reta a uma grande pedra que serve de marco no alto da serra do Gandu, daí em reta, ao marco da fazenda Boa Vista e daí em reta, ao marco do lugar pimenteiras, próximo ao Riacho Tesoura.


Gandu - Wenceslau Guimarães: Começa no marco do lugar pimenteiras, próximo ao Riacho Tesouras e segue em reta ao marco do lugar Clarice, pertencente ao município de Wenceslau Guimarães, daí em reta até a foz do Riacho Mineiro, no rio Gandu; daí em reta em direção à foz do Riacho Tiriri no Rio do Peixe, até encontrar a reta de direção norte-sul, tirada da nascente do Riacho da Caraíba.


Gandu - Nilo Peçanha: Começa no encontro da reta da direção norte-sul tirada da nascente do Riacho da Caraíba, com a reta tirada da foz do Riacho Mineiro no Rio Gandu para a foz do Riacho do Peixe e segue por esta última até a foz do Riacho Tiriri.


Gandu - Ituberá: Começa na foz do Riacho Tiriri no Rio do Peixe e segue em reta até alcançar o extremo norte do divisor de águas entre as bacias dos Rios do Peixe e braço do Norte, seguindo por todo este divisor de águas até encontrar a serra do papuã ou Geral o marco do extremo da reta de direção norte, tirada da nascente do Rio Dois Irmãos.


Gandu - Barra do Rocha: Começa no divisor de águas da Serra do Papuã nas proximidades da nascente do Ribeirão Aricangá e segue por este divisor de águas até o marco fronteiro a nascente do Ribeirão Vermelho.


Gandu - Ibirataia: Começa no marco fronteiro a nascente do Ribeirão Vermelho no divisor de águas da Serra do papuã ou Geral e segue por este divisor até o marco fronteiro a nascente do Riacho Tabocas de cima.


Gandu - Nova Ibiá: Começa no marco do lugar Pimenteiras, à margem do Rio Tesouras e segue em reta até o Rio Gandu na foz do Riacho São Rafael ou Rio Ganduzinho.



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