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Saúde

02/09/2019 às 11h06 - atualizada em 03/09/2019 às 17h06

Redação

Gandu / BA

Setembro amarelo: mês de alerta contra o suicídio
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 90% dos casos podem ser evitados através da prevenção
Setembro amarelo: mês de alerta contra o suicídio

O movimento mundial  contra o suicídio alerta,  que tirar a própria vida é um problema de saúde pública e escolheu o mês de setembro e a cor amarela, para conscientizar a população sobre essa realidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),mais de 90% dos casos podem ser evitados através da prevenção. No Brasil, a cada 45 minutos, uma pessoa tira a própria vida.


Dados divulgados pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) mostram, que o suicídio além de matar um (1) brasileiro a cada 45 minutos mata também uma (1) pessoa a cada 45 segundos em todo o mundo. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. É a quarta causa mais comum de morte de jovens de 15 a 29 anos.


Diante destas estatísticas tão elevadas, setembro foi escolhido pela OMS para alertar contra o problema e todo o ano, uma série de ações de conscientização como campanhas informativas e iluminação de pontos turísticos e edifícios com a cor amarela são realizadas.


Mestre em Saúde Coletiva, o psicólogo e professor da Unifacs Renan Rocha lembra que o assunto já foi considerado um tabu, “durante muito tempo se acreditou que falar de suicídio levaria as pessoas a pensar em tirar a própria vida, o que é na verdade um grande mito. Quando temos um problema de saúde, precisamos falar sobre ele”, avalia o especialista.


Renan acrescenta ainda que esse é um fenômeno global “ chamar atenção é muito importante. Com informações sobre o tema, as pessoas podem entender o que sentem e pedir ajuda. Ao silenciarmos a questão, não temos como colaborar nem produzir nenhum tipo de intervenção em saúde qualificada.”


Djalma Andrade da Fema psicologia reforça de que este tabu de silenciar sobre o problema atrapalha muito “em pleno século XXI as pessoas ainda acreditam, que psicólogo é coisa para doido. Há uma dificuldade enorme dos cidadãos aceitarem a idéia de ter uma pessoa com transtorno mental próxima. Isso dificulta o tratamento da prevenção do suicídio.”


Sinais de alerta


Djalma Andrade ainda destaca que “antes de ocorrer o suicídio diversos gatilhos podem dar alerta as pessoas próximas da vítima. Um deles está relacionado ao sofrimento psíquico motivado por transtornos mentais, que são muito comuns nos casos ligados às dificuldades do cotidiano, como a inexistência de relacionamentos saudáveis com os outros, desemprego e relações sociais marcadas reiteradamente pela violência, desrespeito, racismo e homofobia.”


Já o professor e psicólogo Renan Rocha salienta “ embora não exista uma relação tão direta e determinante, é importante estar atento a alguns comportamentos como isolamento social e estado emocional depressivo.”


Outro ponto que ambos psicólogos observam é o discurso da própria pessoa sobre o tema, que envolve três estágios: a fala, o planejamento e o ato, “se alguém começa a falar recorrentemente em morrer, isso já é um alerta e amplia consideravelmente quando a pessoa planeja a própria morte, por exemplo, dizendo que vai se jogar na frente de um carro em alta velocidade, ou tenta executar o ato”, observa Renan Rocha.


Prevenção pode evitar a tragédia


A família e amigos próximos das pessoas que passam por um sofrimento psíquico muito grande e pensam em se suicidar pode ser um aliado para enfrentar a questão. Um passo fundamental é procurar manter canais abertos de diálogo e comunicação com essas pessoas para que elas consigam se expressar e ser ouvidas.


O auxílio também pode vir de desconhecidos, através de ligações que podem ser feitas para o telefone 188, do CVV – Centro de Valorização da Vida, que presta apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntaria e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar. Nas ligações, a pessoa não precisa se identificar  e o atendimento pode ser feito também por email e chat disponível no site https://www.cvv.org.br/.


Outra maneira de ajudar é a orientação quanto à procura de auxílio profissional adequado. Se apesar do afeto e atenção e acompanhamento psicológico os sintomas não desaparecerem “um médico/psiquiátrico/neurológico pode ser indicado para o uso de medicações a serem avaliadas pelo médico no caso da insistência do choro fácil, transtorno alimentar (comer muito ou pouco), transtorno do sono, aparência e isolamento social.”, finaliza  Djalma.


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