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03/09/2019 às 17h00 - atualizada em 04/09/2019 às 18h21

Redação

Gandu / BA

Nelson Leal ressalta pujança da cadeia produtiva do cacau para economia baiana
Presidente da Alba exaltou a qualidade do chocolate e uso de tecnologias na revitalização da lavoura cacaueira do Sul da Bahia durante audiência pública.
Nelson Leal ressalta pujança da cadeia produtiva do cacau para economia baiana

A importância da lavoura cacaueira da região Sul para a economia baiana e na consolidação da indústria no Estado foi destacada pelo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Nelson Leal (PP), na manhã desta terça-feira (03). Evento aconteceu na Sala das Comissões Luís Cabral, lotada de prefeitos da região, produtores do fruto, parlamentares, representantes de entidades de classe, como a Ceplac e Câmara Setorial, e de sindicatos de trabalhadores rurais.


Chefe do Legislativo estadual foi um dos palestrantes da Audiência Pública “Cacauicultura Baiana – a Cadeia Produtiva do Cacau”, promovida pela Comissão de Agricultura e Políticas Rurais da Alba, presidida pela deputada Jusmari Oliveira (PSD), em parceria com a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia.


“O cacau já foi o principal produto de exportação da Bahia. A força da nossa indústria  muito se deve à cultura do cacau. É uma alegria imensa para Casa debater tema tão importante para a economia do Estado. Quero me congratular com a Comissão de Agricultura pelo belo trabalho desenvolvido pelos deputados Jusmari Oliveira (presidente) e Sandro Régis (vice). Tenho certeza que a lavoura cacaueira voltará a ter a pujança que já teve, a partir do esforço dos produtores e o uso das novas tecnologias”, apostou, o presidente da Casa.


Nelson Leal também exaltou o papel da indústria do chocolate fino produzido na Bahia para a revitalização da lavoura. “A qualidade do chocolate fino produzido no sul baiano é outro fator de esperança para a cadeia produtiva do cacau. Nosso chocolate já é uma realidade no Estado, e está conquistando o país pela sua qualidade. Com a luta dos produtores, muito em breve a cadeia do cacau volta a ser uma das principais forças-motrizes da economia do Estado”, ressalvou, o pepista.


Deputado Sandro Régis (DEM) pontuou a determinação dos produtores no enfrentamento das dificuldades, e disse que a audiência pública consiste num ‘passo firme’ na direção do engrandecimento da lavoura. Ele salientou que a cadeira produtiva do cacau emprega cerca de 200 mil pessoas, produz 122 mil toneladas/ano, numa área de aproximadamente 480 mil hectares.


O presidente da Ceplac (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira), Guilherme Galvão de Oliveira, elencou fatores que teriam contribuído com a crise na plantação do fruto, como a não utilização de certos insumos, falta de tecnologia na época, e criticou ainda a atual carência de pessoal na Ceplac. Galvão também fez coro a um dos destaques de Nelson Leal, ao criticar os altos preços cobrados pelo hectare da lavoura.


Galvão informou que cerca de 200 clones do fruto estão sendo testados no Peru, defendendo que “o cacau é a cultura que emprega o maior número de trabalhadores no Estado”. O dirigente da Ceplac ainda estabeleceu uma relação entre violência em Itabuna e a crise que passou a lavoura. Galvão também pediu melhores condições para os produtores do Nordeste na negociação das dívidas, em comparação com os agricultores do Sul do país.


Exportação


O Parque Moageiro da Bahia é responsável pela moagem de 96% de todo o cacau do país, conforme a Câmara Setorial do Cacau. A Bahia foi ainda o maior produtor do fruto nos anos de 2017 (88,6 mil/toneladas/ano) e 2018 (122,6 mil toneladas/ano). A tendência de liderança deve permanecer este ano – estima-se em 120 mil toneladas. O Pará ficou com a segunda colocação no mesmo período. O cacau é o 4º maior produto agrícola do Estado.


O Brasil é o 5º maior produtor de cacau do mundo – atrás de Costa do Marfim, Gana, Nigéria e República dos Camarões. País também ocupa a 5ª posição no ranking mundial de consumidores de chocolate.


A exportação do cacau brasileiro gera uma renda anual da ordem de 200 milhões de dólares. Os maiores compradores são a China, Argentina, França, Alemanha e Estados Unidos.


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